Eu deito no chão.
Quando estou terrivelmente triste, eu deito no chão.
Não há uma razão consciente para isso, mas...
Deito no chão e espero...
Espero todas as lágrimas caírem e secarem, mesmo sem serem lágrimas de choro, porque ele já acabou, e os soluços cessaram. São apenas lágrimas que rolam sem controle.
Espero o peso esmagador do meus pensamentos se aliviarem.
Espero minha mente desanuviar.
Espero a dor imensa que sinto, simplesmente, ir embora.
Espero minha respiração voltar ao seu ritmo habitual, enquanto gradualmente meu corpo inteiro relaxa.
Só deito no chão quando o volume da minha tristeza é tão grande, que me desespera, que não há o que resolva ou o que alivie.
Há momento em que não há para onde correr, então eu deito.
...
E quando tudo passou, quando tudo secou...
Quando meu corpo exausto e minha mente aliviada me dizem que não há mais motivos para continuar imóvel, eu me forço a ficar em pé. E o primeiro é o mais pesado dos passos.
Mas, ao voltar a caminhar, percebo que o que me deixou triste se foi. Que agora sou mais forte, e aquilo não tem mais importância.
Jamais me esqueci de um só motivo dos que me fizeram deitar, no entanto eles não serão mais motivos para me fazer triste novamente.
sábado, junho 22, 2013
quarta-feira, junho 19, 2013
Reflexão
O Brasil é um poço de problemas, se a cada vez que estivermos resolvendo um, o largamos para mexer em outro, isso jamais terá um fim. E a cada desvio de assunto, cada piada em relação ao que está acontecendo, que começa a entrar no lugar de uma discussão legítima, a minha esperança de levar a sério esse momento e que a situação irá realmente mudar para melhor se esvai.
Hoje completa uma semana, mas será que o jeitinho brasileiro sobreviverá a um mês, um ano ou anos de luta? Será que vai entender que a melhor arma é manter-se informado e numa reflexão constante? Que a situação do país é mais importante do que as horas perdidas no trânsito ou as notas das provas? Será que um dia irá entender que é preciso votar e pensar em resolução para vinte anos e não para quatro?
Essas são as minhas dúvidas, e as respostas serão minha esperança ou minha desilusão.
Hoje completa uma semana, mas será que o jeitinho brasileiro sobreviverá a um mês, um ano ou anos de luta? Será que vai entender que a melhor arma é manter-se informado e numa reflexão constante? Que a situação do país é mais importante do que as horas perdidas no trânsito ou as notas das provas? Será que um dia irá entender que é preciso votar e pensar em resolução para vinte anos e não para quatro?
Essas são as minhas dúvidas, e as respostas serão minha esperança ou minha desilusão.
terça-feira, junho 18, 2013
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